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Sábado na Bíblia e a Ressurreição de Jesus

Desde muito pequenos sempre ouvimos de nossos pais que o domingo foi
instituído por Jesus como um dia de santificação em lugar do sábado bíblico.
Desta forma, crescemos alimentando uma crença de que Jesus é o grande responsável pela mudança na Lei dos Dez Mandamentos, e que o domingo é mesmo um dia santificado. Acontece que para nos aplicar tais ensinamentos, nossos pais nunca consultaram uma Bíblia e quando diziam isso, estavam apenas nos repassando o que também ouviram de outros, ou de seus pais quando crianças como nós.
Como é do conhecimento de quase todas as pessoas, a mudança na Lei de Deus foi impetrada pelo imperador Constantino. A Igreja Católica Romana adotou essa mudança e o domingo passou a ocupar o lugar do quarto mandamento do Decálogo.

Aqui está um exemplar fiel dos Dez Mandamentos da Lei de Deus segundo as Sagradas Escrituras: – “Então falou Deus todas estas palavras, dizendo:
Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.
– Não terás outros deuses diante de mim.
– Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos.
– Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.
– Lembra-te do dia do sábado, para santificá-lo. – (quarto Mandamento)
Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra.
Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou.
– Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR teu Deus te dá.
– Não matarás.
– Não adulterarás.
– Não furtarás.
– Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
– Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.
(Êxodo 20: 1-17)

Quanto à fórmula ensinada no Catecismo Católico, nela não aparece o segundo mandamento, (Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra...) e no lugar do quarto mandamento aparece a ordenança: (Guardar domingos e festas da Igreja) além disso, essa ordenança aparece no terceiro mandamento, isso acontece porque (segundo o Catecismo) o segundo mandamento foi tirado da Lei de Deus.
Sob alegação de que Jesus ressuscitou no domingo, a guarda desse dia é uma forma de comemoração à ressurreição do Senhor. Essa crença ganhou proporções alarmantes, baseada em uma interpretação errada de um texto do evangelho, o qual afirma que Jesus ressuscitou no sábado, e não no domingo.
Vamos ver o que disse o evangelista Lucas: “E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado, e algumas outras com elas. E acharam a pedra revolvida do sepulcro. E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus.” (Lucas 24: 1-3) – João também escreveu – “E no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro.” (João 20: 1)
Estas passagens não deixam dúvidas, Jesus ressuscitou mesmo no fim do Sábado, e não na manhã do primeiro dia da semana, conforme ensina o Catecismo Católico.
Ora, vamos então analisar o contexto: Segundo os evangelistas, as mulheres chegaram ao sepulcro no primeiro dia, muito de madrugada, mas não encontraram o corpo do Senhor Jesus porque Ele já havia ressuscitado.
Se na madrugada do primeiro dia a ressurreição já havia acontecido, está bem claro; o texto dos dois evangelistas, Lucas e João, estão perfeitamente em harmonia com o texto de Mateus 28: 1. Agora vejamos o que está escrito no Cap. 28: 1 do Evangelho de Mateus: “E, no fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro...” – “Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia.” (Mateus 28: 6).

Usando o modelo bíblico, para a observação do Sábado, como foi dito por Deus que o Sábado deve ser observado desde o pôr-do-sol do sexto dia (sexta-feira) até o pôr-do-sol do sétimo dia (Sábado). (Levítico 23: 32). Evidentemente, Jesus ressuscitou exatamente no fim do Sábado como foi escrito pelo evangelista Mateus. Diante dos textos acima citados, podemos afirmar com convicção e segurança plena, que Cristo de fato ressuscitou no fim do Sábado, e que a santificação do domingo não tem procedência bíblica. O melhor, não há justificativa para santificar o domingo em lugar do Sábado.

Que dizer, então, do capítulo 16 de Marcos? Esse texto é o único que, aparentemente, da a entender que Jesus ressuscitou no primeiro dia da semana. No entanto, não podemos esquecer que os escritos originais não trazem a pontuação como aparece na maioria das traduções da Bíblia. O modo como está a pontuação neste texto, coloca Marcos em contradição com os outros evangelistas, e um único texto seu não serviria para sustentar a ressurreição de Cristo no domingo, uma vez que para adotarmos este texto, nesta construção, teríamos que negar uma série de textos que dizem o contrário. Agora vamos entender o que realmente disse Marcos, mudando apenas uma vírgula na pontuação. "E Jesus tendo ressuscitado, na manhã do primeiro dia da semana apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios" (Mc 16.9). .

É claro que trata-se apenas de um exemplo, para uma melhor compreensão do assunto. Não se deve usar essa construção gramatical para qualquer outro fim, senão para elucidações dessa natureza.
O leitor deve observar que eu não me vali de nenhum artifício enganoso para justificar minha tese. Pelo contrário, foram usadas as mesmas palavras, as mesmas frases e as mesmas vírgulas, acrescentando apenas o aposto que da ênfase ao estado em que Jesus apareceu à Maria Madalena.

Prezado leitor; nesta parte do estudo, vimos como foram feitas mudanças importantes na Lei dos Dez Mandamentos, ou seja, na Lei de Deus.
Obs. Sugerimos o uso da Bíblia para acompanhamento dos textos.
– Busque também outros textos relacionados para complementar os estudos.

HRDESOUZA

O que Criou Deus no Sétimo Dia da Criação?

Todos os dias são iguais, certo? Errado! Quem trabalha exaustivamente de segunda a sexta-feira, em um trabalho árduo e cansativo, sabe que o Sábado não é um dia igual aos demais dias da semana. Foi pensando nisto que o Criador separou o sétimo dia da semana para o descanso do homem, e o santificou, e ordenou aos homens que trabalhassem do primeiro (domingo) ao sexto dia e reservassem o sétimo dia (sábado) para consagração espiritual.
A Palavra de Deus traz a seguinte narrativa: “E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. (Gênesis 2: 2) – Ora, será mesmo que Deus criou o Descanso Sabático porque estava realmente cansado? Ou foi apenas um meio de provar a obediência do homem que havia criado? Porque Deus não sente cansaço nem suas forças se exaurem. Foi a necessidade do homem que levou o Criador a instituir um dia de repouso, para que o homem fizesse cessar suas atividades físicas e seculares nesse dia, a fim de por em prática as atividades espirituais.

Como Surgiu a Observância do Domingo

O primeiro dia da semana, como foi designado pelo Criador, posteriormente mudado para domingo, não foi instituído como um dia de guarda, nem por Jesus, e nem pelos apóstolos. Esta informação pode ser constatada, já nos próximos acontecimentos seguintes à sua morte e ressurreição, quando seus discípulos descansaram no Sábado e retomaram as atividades normais no primeiro dia da semana. – “E, voltando elas, prepararam especiarias e unguentos; e no Sábado repousaram, conforme o mandamento. (Lucas 23: 56). E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado, e algumas outras com elas” (Lucas 24: 1).

Em nenhum lugar das Escrituras aparece Jesus, ou seus discípulos ensinando a observância do domingo, em lugar do santo Sábado. Pelo contrário, vemos sim, uma série de textos testemunhando que, tanto Jesus, quanto seus discípulos continuaram fielmente na observância do mandamento; conforme recomendado por Deus no Decálogo. – “Lembra-te do dia do Sábado, para santificá-lo.
Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o Sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do Sábado, e o santificou.” (Êxodo 20: 8 -11).

Não é conhecida a data exata a partir da qual teve início a observância do domingo como dia santo. Porém, sabe-se que havia diversas religiões pagãs que, a seus modos, interpretavam as Escrituras. Dentre as quais, destacamos o gnosticismo, que tinha o costume de venerar o sol e separar o domingo para a prática desta cerimônia.
Como lei, o domingo, biblicamente chamado de “o primeiro dia da semana” foi ordenado como um dia de guarda (dia santo) em substituição ao Sábado bíblico, em 7 de março de 321 A. D. segundo o edito do imperador Constantino, o qual reza o seguinte: - "Que todos os juízes, e todos os habitantes da Cidade, e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol. Não obstante, atendam os lavradores com plena liberdade ao cultivo dos campos; visto acontecer amiúde que nenhum outro dia é tão adequado à semeadura do grão ou ao plantio da vinha; daí o não se dever deixar passar o tempo favorável concedido pelo céu." (in: Codex Justinianus, lib. 13, it. 12, par. 2.).

Eusébio, bispo de Cesaréia, deixou claro que esta promulgação “de Constantino” visava um meio de rechaçar o Sábado judaico, em afronta aos mandamentos de da Lei de Deus. Disse ele: "Todas as coisas que era dever fazer no Sábado, estas nós as transferimos para o dia do Senhor, como mais apropriado para isso, este é o primeiro no rank, é mais honroso que o Sábado judaico." - Eusebius' In: Migne's Patrologia Graeca, vol. XXIII, col. 1171-1172.
Ainda sobre o Sábado, Eusébio acrescenta:"Por sorte não temos nada em comum com a multidão de detestáveis judeus, por que recebemos de nosso Salvador, uma dia de guarda diferente." - Life of Constantine, book III, chap. 18).

A verdade é uma só. Não há nenhum indício nas Escrituras Sagradas de que Cristo e seus seguidores tenham santificado o primeiro dia da semana em lugar do Sábado.
Lucas registrou em seu evangelho, mais precisamente no capítulo 4, uma visita de Jesus à Nazaré da Galiléia. - “E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de Sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler.” (Lucas 4: 16).
Esta passagem não deixa dúvidas quanto ao propósito de Jesus em manter a observância do Sábado, como era o costume, não apenas seu, mas também de todo o povo de Deus.
Caso Jesus tivesse a intenção de padronizar o primeiro dia da semana, como um dia de repouso absoluto, em substituição ao santo Sábado, jamais demonstraria tanta afeição e apreço pela guarda do sétimo dia. Lucas disse que estar na sinagoga nos Sábados era seu costume, ou seja, um prazer, para Jesus.

A Criação do Sétimo Dia.
Dentre os sete dias da semana, o Sábado é o único dia que recebeu um nome propriamente seu. Do primeiro ao sexto dia, Deus criou o mundo e tudo o que nele existe, e ao sétimo dia descansou. Deus concluiu a criação do mundo no sexto dia. – “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto.” (Genesis 1: 31) - Havendo o Criador terminado sua obra no dia sexto, não havia necessidade de acrescentar outro dia à semana. A obra da criação já estaria encerrada com o término do sexto dia. Mas não foi assim, faltava só um detalhe; um dia de repouso para o homem.
Já que tudo que quisera fazer estava feito, por que acrescentou Deus, o dia sétimo como parte complementar de sua obra criadora? A semana estaria incompleta, sem a adição do sétimo dia. Um pequeno detalhe, porém, importante, e que chama à nossa atenção, o capítulo 2 de Genesis, versículo 2 registra que Deus concluiu sua criação no dia sétimo. Vejamos: -“E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito”. Ora, se a obra da criação fora concluída, apenas no dia sétimo, no qual Deus descansou, o que foi então que criou Deus no sétimo dia? A expressão: (descansou no sétimo dia de toda a sua obra) dá testemunho de que a única coisa criada após o dia sexto foi o Descanso Sabático, e este, aplicado às últimas 24 horas da semana.

É notável o cuidado de Deus para com o homem que havia acabado de criar. Pelo menos dois pontos são fundamentais para ressaltar a ideia de proteção paternal do Altíssimo em relação à sua criação. Esses dois pontos, evidentemente, são: a criação da mulher, e a instituição do Sábado como dia de repouso. Cada item criado era submetido à apreciação do Criador e a afirmativa era uma só; “e viu Deus que era bom.” (Gênesis 1: 25) – Mas algo observou Deus que não era bom. “E disse o Senhor Deus: (Não é bom) que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.” (Gênesis 2: 18). Deus teve o cuidado de providenciar uma ajudadora para o homem, para evitar que este se tornasse um ser solitário e infeliz. Assim foi também com a criação do Sábado, que foi criado para evitar que o homem se mantivesse definitivamente envolvido com suas tarefas materiais, e acabasse se afastando de seus objetivos, esquecendo-se, por completo, de suas obrigações para com o Criador.

Pelo menos um, desses dois detalhes, permanece inalterado até os dias de hoje. Nenhum homem que realmente ame sua esposa deseja trocá-la por outra, e se assim o fizer, estará incorrendo em pecado. Em outras palavras, quem faz isso é legalmente enquadrado em ato de adultério, e a pessoa pode até responder por isso perante as autoridades competentes. Em caso de violação do Sábado, é assim que Deus nos vê. Somos, da mesma forma, considerados como transgressores, não da lei dos homens, mas da Lei de Deus. O Criador não precisava de um dia de descanso para si mesmo. Evidentemente, Ele não se cansa nem se exaure, nem se deixa abater com qualquer trabalho, por mais exaustivo que seja. Isaías disse: - “Não sabes, não ouviste que o Eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se fatiga? É inescrutável o seu entendimento.” (Isaías 40: 28). Deus, na sua infinita sabedoria, sabia que, nós, simples mortais, necessitaríamos, e como, de um dia na semana para descansar e recobrar as nossas forças. – “O Sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do Sábado;” disse Jesus. (Marcos 2: 27). Sabendo disso, o Criador pensou no homem. Providenciou aos mortais um dia de descanso, e o santificou, para que neste dia o homem pudesse se dedicar exclusivamente aos serviços do Senhor.

Tudo quanto o Senhor tinha feito era sobremaneira bom. A terra, as plantas, os animais, os peixes, o homem, do qual se formariam as famílias. O Altíssimo que vê o futuro, certamente viu seus filhos reunidos em famílias para adorá-Lo, em espírito e em verdade, sobre toda a face da terra. Nada mais justo que a separação de um período especial para esta sublime causa, através da qual, o homem tem a oportunidade de aproximar-se do seu Criador, de quem fora feito à imagem e semelhança. Portanto, não foi por acaso que o Senhor criou o Sábado. Embora seja um dia de descanso de nossas rotinas normais e um momento para renovação, o Sábado é também um dia especial para estreitarmos nosso relacionamento com o Altíssimo. Não se deve pensar que este seja um dia qualquer, e por ser um dia de descanso, nele não se deve fazer nada.
Não foi com este objetivo que Deus criou o Sábado. Deus quis que este fosse um período durante o qual seu povo estivesse livre de todas as suas ocupações da vida secular e material, voltando o foco de suas atividades para as coisas espirituais, relacionadas aos ensinamentos divinos.
Deus disse: “Se desviares o teu pé do Sábado, de fazeres a tua vontade no meu santo dia, e chamares ao Sábado deleitoso, e o santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas próprias palavras, Então te deleitarás no Senhor, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca do Senhor o disse.” (Isaías 58: 13, 14).

Antes de sua ascensão ao céu, Jesus deixou uma palavra de conforto aos discípulos; dizendo: - “Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. João” (16: 13)
Esta profecia se cumpriu em seus discípulos, com a mais perfeita prova de que o Messias continuava lhes assistindo, e que não os havia deixado órfãos.
Após o dia de pentecostes, saíram com muito ânimo e perseverança na fé, cumprindo seus ministérios e ensinando tudo que Jesus os ordenara fazer, para construir para seu nome um povo especial, zeloso e de boas obras. Como está escrito: “O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.” (Tito 2: 14).
Os apóstolos nunca ensinaram que o primeiro dia (domingo) deveria ser considerado “dia santificado”. A exemplo de Jesus, os discípulos e os cristãos primitivos nunca observaram qualquer dia de descanso semanal, senão o Sábado bíblico, instituído e ordenado por Deus, ainda na semana criação do mundo. O Criador fez o Sábado para o homem, quer seja ele, judeu, gentio, ou de qualquer raça, nação ou cultura, porque para Ele não há acepção de pessoas.
O Sábado é um dia especial, pois, dentre os dias da semana, somente o sétimo recebeu um nome. Somente o sétimo dia foi incluído por Deus entre os Dez Mandamentos e escrito em tábua de pedra, no monte Sinai. Êxodo 20: 8-11. Portanto, não há prova maior que esta, de que o Criador tem, e sempre teve, um tratamento diferente em relação ao dia do Sábado, indubitavelmente, um marco da criação do Eterno.

Temos muito exemplos de que os discípulos seguiram guardando o Sábado, bem como os primitivos cristãos.
Uma profecia de Jesus deixa clara a continuidade da guarda do mandamento mesmo depois de sua morte. Disse-lhes Ele: “E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no Sábado; Mateus 24: 20”.
As atividades religiosas dos apóstolos continuaram normalmente no Sábado, como era antes. “E no Sábado seguinte ajuntou-se quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus.” (Atos 13: 44). – “E, saídos os judeus da sinagoga, os gentios rogaram que no Sábado seguinte lhes fossem ditas as mesmas coisas.” (Atos 13: 42). – “E eles, saindo de Perge, chegaram a Antioquia, da Pisídia, e, entrando na sinagoga, num dia de Sábado, assentaram-se;” (Atos 13: 14)
Não há registro bíblico de que a mudança do dia de guarda tenha sido efetuada por Jesus, ou por seus discípulos. Como se pode perceber através dos versículos acima, a Igreja continuou observando o Sábado sem nem uma alteração nem violação dos mandamentos de Deus. –“ E no dia de Sábado saímos fora das portas, para a beira do rio, onde se costumava fazer oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que ali se ajuntaram.” (Atos 16:13). De fato, a mudança ocorreu mesmo em 7 de março de 321 A. D. de acordo com o edito do imperador Constantino.

Os fariseus tinham repulsa pelo que Jesus fazia, mas sentiam que as pessoas o reconheciam como filho de Deus. Diante desta situação, hostilizavam-no, instando a multidão contra Ele. Jesus era inocente. Ninguém o poderia acusar de nada que o incriminasse perante as autoridades constituídas. Por esse motivo, como não conseguiam apanhá-lo em nenhuma transgressão, inventavam acusações mentirosas contra o filho de Deus, a fim de desmoralizá-lo diante do povo e levá-lo ao vitupério.
Não obstante, as acusações que faziam contra Jesus eram falsas, e improváveis, caso eles o levassem a julgamento diante de um tribunal legitimamente constituído, para muitos, tais acusações faziam efeito. Pessoas o viam como a um impostor, outros, como alguém que se colocava em lugar de Deus. O fato é que, muitas mentiras se pregavam a respeito da pessoa do Messias, até chegar ao absurdo de levá-lo ao tribunal, onde fora julgado, injustamente, e com testemunhas falsas, o condenaram à morte.

Uma das principais mentiras que levantaram contra Jesus foi a acusação de que Ele e seus discípulos violavam o santo Sábado, e, consequentemente, transgrediam a Lei de Deus, simplesmente porque o Salvador tinha o costume de realizar curas neste dia.
O mais interessante, é que, ainda hoje, muitos continuam com essa idéia errada a respeito de Jesus. Os fariseus conseguiram o que queriam.
Mesmo sabendo que Cristo jamais violaria qualquer Mandamento da Lei de Deus, e o fato de Ele curar no Sábado, não faz d’Ele um transgressor, muitos sustentam a crença de que o Salvador realmente trabalhara no Sábado realizando tarefas que não eram permitidas fazer. Desta forma, as pessoas concordam com os fariseus. Ao dizer que Jesus, realmente, transgrediu a lei, fazem d’Ele um pecador, “pois a transgressão da lei é pecado”. Muitas Versões da Bíblia Sagrada definem claramente o que é pecado.
– “Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei.” (1 João 3: 4).
Além do mais, o próprio Cristo afirmou: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus.” (Mateus 5: 17-19).
Outra passagem afirma: “E estavam observando-o se curaria no Sábado, para o acusarem.” (Marcos 3: 2). “E, tomando a palavra o príncipe da sinagoga, indignado porque Jesus curava no Sábado, disse à multidão: Seis dias há em que é mister trabalhar; nestes, pois, vinde para serdes curados, e não no dia de Sábado.” (Lucas 13:14)
Os fariseus, descaradamente, se mostravam perseguidores do filho de Deus, porém, sem sucesso, porque tudo o que Jesus fazia era perfeitamente legal, e eles jamais conseguiriam acusá-Lo de atitudes pecaminosa, até por conta de uma profecia que já dantes anunciavam que o Messias seria morto sem cometer qualquer injustiça.” (Isaías 53: 9) – E em Mateus – “E não o achavam; apesar de se apresentarem muitas testemunhas falsas, não o achavam. Mas, por fim, chegaram duas testemunhas falsas,” (Mateus 26: 60).
Os fariseus saíram de cena, mas, infelizmente, muitos continuam vendo em Jesus um transgressor do Sábado. Estas acusações repercutiram tão mentirosamente que não foram aceitas pelo tribunal onde julgaram Jesus.

A Lei de Deus.
Os Dez Mandamentos da Lei de Deus foram escritos em tábuas de pedras, pelo dedo do próprio Deus. A Aliança Eterna de Deus com os homens está baseada nos Dez Mandamentos escritos nas duas tábuas. Deus disse a Moisés: - “Disse mais o Senhor a Moisés: Escreve estas palavras; porque conforme ao teor destas palavras tenho feito aliança contigo e com Israel.” (Êxodo 34: 27). Isaías se refere aos Dez Mandamentos como a Aliança Eterna.
Segundo o que Isaías escreveu, o mundo será julgado e condenado por transgredir as leis e violar Aliança Eterna (Dez Mandamentos) que Deus fez com os homens.
– “Na verdade a terra está contaminada por causa dos seus moradores; porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos, e quebram a aliança eterna.” (Isaías 24: 5).
Se os Dez Mandamentos são a base da Aliança Eterna, de Deus com os homens, e se os homens serão julgados por quebrar esta Aliança, conforme disse Isaías, significa que os Dez Mandamentos da Lei de Deus estão em vigor durante todo o tempo da história da humanidade. Por ser uma Aliança Eterna, ela jamais terá um prazo de validade e perdurará para todo o sempre. Tiago, um dos apóstolos de Cristo, fez menção dos mandamentos de Deus, equiparando-os, em partes iguais. _ “Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos.” (Tiago 2: 10).
A lei é um conjunto de ordenanças, às quais deve se aplicar valores iguais.
É uma peça, se quebrar perde a originalidade.
Assim como não se pode guardar água em um copo quebrado, ou não se pode aplicar um documento rasurado, também não se pode admitir fragmentos na Santa Lei do Eterno. Razão pela qual Tiago argumenta com muita propriedade: – Quem tropeçar em um mandamento torna-se culpado de todos. Os mandamentos são dez e o quarto mandamento refere ao Sábado. Ninguém pode se considerar obediente a Deus, sem cumprir na integra os mandamentos de Sua Lei.

Não podemos dizer que um motorista que dirige muito bem o seu carro, mas não conhece as leis de trânsito (alguém que é teoricamente leigo) esteja perfeitamente habilitado para assumir a condução de um veículo. De igual modo, alguém que conhece as leis de trânsito, mas não tem a prática da direção, não está apto a sair por aí no volante de uma condução.
Espiritualmente falando, as coisas não são diferentes. Se eu creio em Deus, devo demonstrar essa fé através de minhas obras. Alias, obras e fé são duas coisas inseparáveis. Eu creio que sou salvo através de minha fé em Jesus, independentemente de minhas obras. Uma vez salvo, minhas obras são os frutos desta salvação, pela misericórdia de Deus alcançada gratuitamente.
Como poderei dizer que sou um salvo, se minhas obras não falarem por si mesmas.
Tiago explica: “Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.” (Tiago 2: 18).
Em outro lugar: “Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu pois, não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei.” (Tiago 2: 11).
Tanto “não matar” quanto “não adulterar” ambos são mandamentos dentre os dez.
O Sábado também é parte integrante dos Dez Mandamentos. Violá-lo, seria o mesmo que quebrantar toda a Lei. – “Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu vos mando.” (Deuteronômio 4: 2).

Uma publicação chamada “The Ten Commandments” (Os Dez Mandamentos) publicada e distribuída pela “United Church Of God” (Igreja de Deus Unida) diz: “O Sábado é a chave para o nosso relacionamento com o Criador” Pg. 31.
Aqueles que verdadeiramente servem a Deus, não encontram dificuldades em santificar o Sábado. Eles não santificam o Sábado para ser salvos, santificam-no porque são salvos.
O home que realmente serve ao Senhor não vê Sua Lei como um fardo, e sim, um motivo alegria e seu deleite está na obediência da Lei de Deus e na guarda de Seus mandamentos. (Salmos 1: 2).

COMUNICAÇÃO

Olá pessoal, Paz Seja Convosco!
Tenho a grata satisfação de anunciar que já está na rede nosso mais novo veículo de comunicação, ou seja, mais um site das igrejas de Deus (7º dia) no Brasil.
Quero convidá-los a visitar nosso endereço e, dentro das possibilidades, interagir conosco através deste instrumento de comunicação ao alcance de todos... Prestigiem!

http://www.idsd.com.br/
HRDESOUZA

CONSUMISMO


Então a terra dará o seu fruto e; Deus, o nosso Deus, nos abençoará. Salmos 67: 6
É notável a rapidez com que as coisas acontecem no mundo ultimamente. As coisas estão acontecendo mais rapidamente em todos os sentidos. Na comunicação, no transporte, na produção de alimentos, na produção de equipamentos e tecnologias, enfim, tudo se move com uma velocidade assustadora nestes últimos tempos. A Bíblia, verdadeira Palavra de Deus, descreve um período de tempo com essas características, que são próprias dos tempos que estamos vivendo. Se, de um lado, esse desenvolvimento todo é benéfico para a humanidade, de outro, o aspecto é ruim, os resultados negativos vão também aparecendo com maior rapidez. A devastação da natureza, o aumento da poluição, a desertificação de áreas antes florestadas, tráfico e venda ilegal de animais silvestres e a exploração dos recursos naturais. Tudo isso causa um impacto descomunal no meio ambiente e a resposta da natureza é, inevitável, assustadora, e também muito mais rápida. Uma geleira que demorou milhares de anos para se formar, em pouco tempo se derrete e se transforma em águas. Da mesma forma, uma floresta, de cuja fauna e flora depende a vida de seres vivos, os quais promovem o equilíbrio dos eco-sistemas, dentro de pouco tempo pode ser varrida da face da terra, desencadeando uma série de imprevistos, sinistros e variações climáticas. Assim, muitos seres vivos que dependem delas para viver, sem proteção, e à mercê de seus predadores, entram em extinção em seu próprio habitat. Não há como diminuir o acelerado ritmo do mundo atual. Uma notícia que antes demorava meses para circular uma cidade, agora, pode propagar-se pelo mundo inteiro em questão de segundos. Eis aqui uma indagação, que não se cala. Qual a vantagem desta correria toda? Uns correm para se dar bem, e ganhar dinheiro de forma rápida. Outros correm, em alta velocidade, para gastar dinheiro impulsionados pela mídia que,insistentemente, promove o consumismo desenfreado e inconsequente, a fim de garantir os seus lucros. Aliás, essa é a palavra chave “consumismo”. Quanto mais se consome, mais se tem que produzir; e quanto mais se produz, mais se tem que tirar da natureza; e quanto mais se tira da natureza, fica mais difícil repor, e a batalha pela preservação fica a cada dia mais invencível. Pelo visto, não está dando muito certo essa onda de conciliar consumismo e proteção ambiental. Eu explico: não está dando certo até porque esta não é a preocupação da grande maioria. São poucos os que realmente topam fazer algum sacrifício, a fim de evitar exageros e desperdícios. Isto é fato... E se alguém não concorda, terá de se esforçar muito para provar o contrário. A batalha pela diminuição do aquecimento global (Efeito Estufa) está sendo infrutífera, e os resultados confirmam as palavras dos profetas bíblicos, os quais falaram inspirados pelo Espírito Santo há milhares de anos. Isaías, por exemplo: Cap. 24: 4-6, uma profecia fala deste período de tempo pelo qual o mundo haveria de passar. É fantástico! Com o cumprimento das profecias, o que tiver de ser será. Quem viver verá! Melhor. Quem sobreviver verá. – Disse o profeta: “A terra pranteia e se murcha; o mundo enfraquece e se murcha; enfraquecem os mais altos do povo da terra. Na verdade a terra está contaminada por causa dos seus moradores; porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos, e quebram a aliança eterna. Por isso a maldição consume a terra; e os que habitam nela serão desolados; por isso serão queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão”. (Isaías 24: 4 – 6). A desobediência à Lei e à vontade do Criador é o principal motivo que leva o mundo a esta situação. Pensando estar promovendo o crescimento e o desenvolvimento do mundo, os homens, na verdade, estão destruindo o planeta que Deus criou. A Palavra de Deus é tão precisa em suas previsões que nos causa admiração. O Profeta Daniel, também, maneira maravilhosa, fala sobre a sociedade contemporânea: “Muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará.” (Daniel 12: 4). Esta passagem vem confirmar nosso entendimento. Como predisse Daniel: a ciência, em relação aos tempos, se multiplicaria. Não é exatamente o que vem acontecendo com o mundo nos últimos dias? Mas nem tudo está perdido. Deus reserva uma promessa aos seus seguidores, e aqueles que confiam no Senhor habitarão a Terra e viverão nela eternamente. Daniel também profetizou que, neste mesmo tempo, o Deus do Céu levantará um Reino que encherá toda a Terra e os santos o possuirão e reinarão para sempre: “E a pedra, porém, que feriu a estátua se tornou uma grande montanha, e encheu toda a terra”. (Daniel 2: 35). O livro profético do Apocalipse apregoa futuro semelhantemente maravilhoso para o povo de Deus. “Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre” (Apocalipse 11: 15). Não é mesmo maravilhoso? Trata-se do Reino Milenar de nosso Senhor Jesus Cristo. Este Reino vem sendo anunciado desde os tempos antigos pelos profetas do Altíssimo. Uma promessa confirmada por Jesus, em várias passagens dos evangelhos, e ratificada depois pelos apóstolos. Outro exemplo que não deixa dúvida, a oração que Jesus nos ensinou. (Pai Nosso). Lembramos que, ao orar, o Filho de Deus faz a seguinte petição: “VENHA O TEU REINO, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mateus. 6: 10). Ora, por que oraria Jesus desta maneira, se o Reino de Deus não estivesse por vir? Por que oraria Jesus assim, se fosse Sua intenção levar o Seu povo para o Céu? Os textos lidos fortalecem nossa fé. Com a oração pela vinda do Reino de Deus, o Mestre deixa clara Sua confiança em um reino, aqui mesmo; na Terra, onde Ele próprio será o grande e Soberano Rei. Ainda neste estudo, veremos como a estátua é atingida, e a pedra que a fere, forma uma montanha e enche a Terra. (Daniel 2: 35). Segundo a revelação dada a Daniel, a pedra é o Reino Messiânico, instituído no limiar do milênio. Um detalhe que devemos observar aqui, é que a pedra desce do monte, atinge a estátua nos pés e enche toda a Terra. Enquanto a cristandade espera que Jesus volte para levá-los para o Céu e entregar o mundo ao domínio do anticristo, as profecias, no entanto, estão revelando acontecimentos bem diferentes do que se espera. “Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; nem passará a soberania deste reino a outro povo; mas esmiuçará e consumirá todos esses reinos, e subsistirá para sempre”. (Daniel 2: 44). Equivale dizer que, no fim do tempo dos reinos deste mundo, o Reino de Deus virá e destituirá os reinos humanos e será estabelecido para sempre. Fica fácil entender que este tempo é o milênio, porque a pedra surge exatamente nos dias dos pés da estátua, quando os reis da Terra ainda estiverem exercendo seus poderes. A profecia é muito esclarecedora: “Mas nos dias destes reis, o Deus do Céu suscitará um reino que não será jamais destruído...”. Se Deus tivesse mesmo um plano para deixar a Terra vazia, no milênio, esta profecia não faria o menor sentido e o profeta Daniel estaria equivocado quanto à sua interpretação. “Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele durante os mil anos”. (Apocalipse 20: 6).

O Carrossel da Vida

A vida é como um carrossel multicolorido, que roda, roda, e roda, mas sempre termina exatamente no ponto de partida.
As grandes realizações ou as tolices representam as muitas cores deste grande carrossel, que, por sua vez, nos levam às reflexões profundas e as marcas são inevitáveis.
Das marcas, os cabelos brancos são as principais, porém, nem sempre são sinônimos de insatisfação, principalmente quando são coloridos pelas cores mais vivas e alegres da vida, cujas lembranças são prazerosas e trazem uma sensação de se ter alcançado os principais objetivos.

Uma pessoa que compartilha, tem maiores ganhos que aquelas que se fecham em seu ego e se acha melhor que o resto do mundo. Embora esses ganhos não seja ouro ou prata, pode ser um amigo a mais, uma compreensão, uma homenagem em forma de reconhecimentos.
Geralmente quem faz isso é uma pessoa feliz, realizada, de bem com a vida e muito bem humorada. Por exemplo, uma pessoa que teve a vida embotada pelas cores tristes do sofrimento, a quem a sorte não sorriu, essa pessoa tende a ser mais queixosa, mais agressiva que o normal, às vezes, mais tristes.
Mas, muitas destas pessoas dão a volta por cima e se revelam como verdadeiros guerreiros e aprendem a tirar proveito das piores situações.
Neste caso, tal pessoa terá muitas experiências, boas e ruins, para compartilhar, de sorte que o seu sofrimento resultou em um grande ganho, e ela se sente bem em poder olhar para trás e ver todas as barreiras ultrapassadas com sucesso.

Cristo disse: – “O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca. Lucas 6: 45”. –
Quanto mais penoso o caminho, maior a alegria da chegada.
Ninguém deixará boa dádiva, se não as tiver em seu tesouro.
Ninguém sente saudade, sem ter deixado alguém que ama para trás.
Óbvio, ou alguém sentirá falta de quem odeia?
E ninguém ama alguém, sem que tenha no coração, pelo menos, um pouquinho de amor.

Na verdade, a vida é uma grande fila, e todos os seres vivos a aumentam constantemente.
Quando se perde alguém que se ama, é próprio do ser humano lamentar, chorar inconsolavelmente, como se fosse superior à pessoa que perdeu.
Como se não estivesse no mesmo caminho, imagina o ente querido como um ser infinitamente inferior aos demais humanos.
É só uma questão de tempo, todos passarão pelo mesmo método, uns antes outros depois, mas a fila anda e seus elementos se encaminham naturalmente para o lugar de onde viram; a terra.
Deus disse a Adão: “No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás. Gênesis 3: 19”.

Voltando ao carrossel, concluímos que assim como tal, é a vida.
Esta sempre termina da mesma fora em que começou.
É um ciclo. Nasce-se da terra, alimenta-se da terra, veste-se das coisas que vem da terra, morre e vai-se para a terra, onde tudo começou e de onde ressuscitar-se-á, para começar a viver ou morrer de verdade e para sempre.

O fim, ou, o inicio, de uma vida espiritual, que se molda pela conduta de poucos dias num corpo terreno, cujas marcas refletirão pela eternidade.

HRDESOUZA
Publicado no Recanto das Letras em 27/02/2011
Código do texto: T2817728

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REFLEXÕES FUNDAMENTAIS

O fundamento da família é a união.
Pois, toda família tem sua origem na união de duas pessoas.
O fundamento da união é o amor.
Pois, sem amor, nada permanece unido para sempre.
O fundamento do amor é a expressão.
Porque, o amor que não se expressa, morre.
O fundamento da expressão é o entusiasmo.
Porque sem o entusiasmo, a expressão é fútil.
O fundamento do entusiasmo é o sucesso.
Visto que, sem o sucesso, o que prevalece é o desânimo.
O fundamento do sucesso é a criatividade.
Porquanto, sem a criatividade, o sucesso é passageiro.
O fundamento da criatividade é a ciência.
Porque, sem a ciência, a criatividade estará sujeita ao malogro.
O fundamento da ciência é a sapiência.
Ora, não precede a sapiência à educação do sábio?
O fundamento da sapiência é a resignação.
Porque, sem a resignação, a sapiência fica deficiente.
O fundamento da resignação é a fé.
Porquanto a fé é a certeza das coisas que não se vêem.
O fundamento da fé é a espiritualidade.
Pois, sem espiritualidade, fica difícil acreditar em alguma coisa.
O fundamento da espiritualidade é a retidão.
Sem esta, não se encontra o sentido da vida.
O fundamento da retidão é a virtude.
Porque somente os íntegros recebem o dom da incorruptibilidade.
O fundamento da virtude é a abnegação.
Porquanto, sem abnegação, não existe dignidade.
E sem dignidade, não existe mérito.
E sem mérito, tudo que possuímos é dádiva da misericórdia de alguém.
Até mesmo a própria vida.
O fundamento da vida é Jesus.
Porque tudo existe por Ele, e sem Ele, nada do que foi feito se fez.

HRDESOUZA
Publicado no Recanto das Letras em 14/02/2011
Código do texto: T2792363



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CONSUMISMO

É notável a rapidez com que as coisas acontecem no mundo ultimamente.
As coisas estão acontecendo mais rapidamente em todos os sentidos. Na comunicação, no transporte, na produção de alimentos, na produção de equipamentos e tecnologias, enfim, todo se move com uma velocidade assustadora nestes últimos tempos.
A bíblia, verdadeira Palavra de Deus, descreve um período de tempo com essas características, que são próprias dos tempos que estamos vivendo.
Se, de um lado, esse desenvolvimento todo é benéfico para a humanidade, de outro, o aspecto é ruim, e os resultados negativos vão também aparecendo com maior rapidez.
A devastação da natureza, o aumento da poluição, a desertificação de áreas, antes florestadas, tráfico e venda ilegal de animais silvestres e a exploração dos recursos naturais. Tudo isso causa um impacto descomunal no meio ambiente e a resposta da natureza é, inevitável, assustadora, e também muito mais rápida.
Uma geleira que demorou milhares de anos para se formar, em pouco tempo se derrete e se transforma em águas. Da mesma forma, uma floresta, de cuja fauna e flora, depende a vida de seres vivos, os quais promovem o equilíbrio dos ecos-sistemas, dentro de pouco tempo pode ser varrida da face da terra, desencadeando uma série de imprevistos, sinistros e variações climáticas. Assim, muitos seres vivos que dependem delas para viver, sem proteção, e à mercê de seus predadores entram em extinção em seu próprio habitat.

Não há como diminuir o acelerado ritmo do mundo atual. Uma notícia que antes demorava meses para circular uma cidade, agora, pode propagar-se pelo mundo inteiro em questão de segundos.
Eis aqui uma indagação, que não se cala. Qual a vantagem desta correria toda?
Uns correm para se dar bem, e ganhar dinheiro de forma rápida. Outros correm, em alta velocidade, para gastar dinheiro, impulsionados pela mídia que, insistentemente, promovem o consumismo desenfreado e inconsequente, a fim de garantir os seus lucros. Aliás, essa é a palavra chave: “consumismo”. Quanto mais se consome, mais se tem que produzir; e quanto mais se produz, mais se tem que tirar da natureza; e quanto mais se tira da natureza, fica mais difícil repor, e a batalha pela preservação fica a cada dia mais invencível.

Pelo visto: não está dando muito certo essa onda de conciliar consumismo e proteção ambiental. Eu explico: não está dando certo, até porque esta não é a preocupação da grande maioria. São poucos os que realmente topam fazer algum sacrifício, a fim de evitar exageros e desperdícios. Isto é fato... E se alguém não concorda, terá de se esforçar muito para provar o contrário. “Se é que consiga”.
A batalha pela diminuição do aquecimento global (efeito estufa) está sendo infrutífera, e os resultados confirmam as palavras dos Profetas bíblicos, os quais falaram inspirados pelo Espírito Santo, há milhares de anos.
Isaías; por exemplo: Cap. 24: 4-6, uma profecia fala deste período de tempo pelo qual o mundo haveria de passar. É fantástico! Com o cumprimento das profecias, o que tiver de ser será. Quem viver verá! Melhor. Quem sobreviver verá. –Disse Ele: “A terra pranteia e se murcha; o mundo enfraquece e se murcha; enfraquecem os mais altos do povo da terra. Na verdade a terra está contaminada por causa dos seus moradores; porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos, e quebram a aliança eterna.
Por isso a maldição consume a terra; e os que habitam nela serão desolados; por isso serão queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão. Isaías 24: 4 – 6”.

A Palavra de Deus é tão precisa em suas previsões, que nos causa admiração.
No livro do Profeta Daniel, capitulo 12 v. 4, está escrito: "muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará.” Daniel 12: 4. Esta passagem vem confirmar nossa tese. Como predisse Daniel: a ciência, em relação aos tempos, se multiplicaria. Não é exatamente o que vem acontecendo com o mundo presente?
Mas nem tudo está perdido. Deus reserva uma promessa aos seus seguidores, e aqueles que confiam no Senhor habitarão a terra e viverão nela eternamente.
O livro profético de Apocalipse, no cap. 11: 15 apregoa um futuro maravilhoso para nosso planeta. “Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre Apocalipse 11: 15”.
Não é mesmo maravilhoso? Trata-se do Reino Milenar de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Esse Reino já vem sendo anunciado desde os tempos antigos, pelos Profetas do Altíssimo. Uma promessa confirmada por Jesus, em várias passagens dos evangelhos, e ratificada depois pelos Apóstolos.

Outro exemplo que não deixa dúvida, a oração que Jesus nos ensinou. (Oração do Pai Nosso). Lembramos que, ao orar, O Filho De Deus pronuncia as seguintes frases: “VENHA O TEU REINO, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” Mateus. 6: 10.
Ora, por que oraria Jesus desta maneira, se o Reino de Deus não tivesse de ser estabelecido na terra futuramente?
Os textos lidos fortalecem nossa fé.
Portanto, crer nas promessas de Deus é glorificá-Lo sobre todas as coisas.
E estar atentos aos seus sinais é buscar sabedoria para entender seus propósitos.
– Amém! Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça!


HRDESOUZA
Publicado no Recanto das Letras em 14/01/2011
Código do texto: T2729118



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Obrigado Senhor

Obrigado Senhor, por me dar mais esta oportunidade de amanhecer mais um dia com muita paz e alegria.
Peço-te, que me dê entendimento para tratar muito bem às pessoas que participarem de minhas atividades durante todo o dia de hoje.
Que me dê condições de ajudar, com alegria, aos que necessitam com tudo o que estiver ao meu alcance.
Que me dê força suficiente para amar àqueles que também me amam, e perdoar àqueles que me odeiam, e com sinceridade poder amá-los também.
Peço-te, que me dê sabedoria para viver com muita prudência a cada minuto de minha preciosa vida, pois sei que jamais voltarei a vivê-los, e que tudo na vida é uma oportunidade única, tudo é passageiro, até mesmo a própria vida.
Obrigado DEUS, por me dar a oportunidade de poder retribuir todo o amor e carinho que meus irmãos e amigos sempre manifestaram por mim.
Por eu poder estar com eles nos momentos de alegria, de comemorações, e também, nos momentos mais difíceis da vida.
obrigado DEUS, por eu acreditar em Ti e ter a certeza que, realmente tu existes, és único, verdadeiro e tens o maior cuidado por aqueles a quem chamas de filhos. Obrigado Senhor!

HRDESOUZA

Licença Creative Commons
A obra Obrigado Senhor de HRDESOUZA foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em recantodasletras.uol.com.br.
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O que criou Deus no Sétimo Dia da Criação?

Todos os dias são iguais, certo? Errado! Quem trabalha exaustivamente de segunda a sexta-feira, em um trabalho árduo e cansativo, sabe que o Sábado não é um dia igual aos demais dias da semana. Foi pensando nisto que o Criador separou o sétimo dia da semana para o descanso do homem, e o santificou, e ordenou aos homens que trabalhassem do primeiro (domingo) ao sexto dia e reservassem o sétimo dia (sábado) para consagração espiritual.
A Palavra de Deus traz a seguinte narrativa: “E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. (Gênesis 2: 2) – Ora, será mesmo que Deus criou o Descanso Sabático porque estava realmente cansado? Ou foi apenas um meio de provar a obediência do homem que havia criado? Porque Deus não sente cansaço nem suas forças se exaurem. Foi a necessidade do homem que levou o Criador instituir um dia de repouso, para que o homem fizesse cessar suas atividades físicas e seculares nesse dia, afim de por em prática as atividades espirituais.

Como Surgiu a Observância do Domingo
O primeiro dia da semana, como foi designado pelo Criador, posteriormente mudado para domingo, não foi instituído como um dia de guarda, nem por Jesus, nem pelos seus apóstolos. Esta informação pode ser constatada, já nos próximos acontecimentos seguintes à sua morte e ressurreição, quando seus discípulos descansaram no Sábado e retomaram as atividades normais no primeiro dia da semana. – “E, voltando elas, prepararam especiarias e unguentos; e no Sábado repousaram, conforme o mandamento. (Lucas 23: 56). E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado, e algumas outras com elas” (Lucas 24: 1).

Em nenhum lugar das Escrituras aparece Jesus ou seus discípulos ensinando a observância do domingo, em lugar do santo Sábado. Pelo contrário, vemos sim, uma série de textos testemunhando que, tanto Jesus, quanto seus discípulos continuaram fielmente na observância do mandamento; conforme recomendado por Deus no Decálogo. – “Lembra-te do dia do Sábado, para santificá-lo.
Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o Sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do Sábado, e o santificou.” (Êxodo 20: 8 -11).

Não é conhecida a data exata a partir da qual teve início a observância do domingo como dia santo. Porém, sabe-se que havia diversas religiões pagãs que, a seus modos, interpretavam as Escrituras. Dentre as quais, destacamos o gnosticismo, que tinha o costume de venerar o sol e separar o domingo para a prática desta cerimônia.
Como lei, o domingo, biblicamente chamado de “o primeiro dia da semana” foi ordenado como um dia de guarda (dia santo) em substituição ao Sábado bíblico, em 7 de março de 321 A. D. segundo o edito do imperador Constantino, o qual reza o seguinte: - "Que todos os juízes, e todos os habitantes da Cidade, e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol. Não obstante, atendam os lavradores com plena liberdade ao cultivo dos campos; visto acontecer amiúde que nenhum outro dia é tão adequado à semeadura do grão ou ao plantio da vinha; daí o não se dever deixar passar o tempo favorável concedido pelo céu." (in: Codex Justinianus, lib. 13, it. 12, par. 2.).

Eusébio, bispo de Cesaréia, deixou claro que esta promulgação “de Constantino” visava um meio de rechaçar o Sábado judaico, em afronta aos mandamentos de da Lei de Deus. Disse ele: "Todas as coisas que era dever fazer no Sábado, estas nós as transferimos para o dia do Senhor, como mais apropriado para isso, este é o primeiro no rank, é mais honroso que o Sábado judaico." - Eusebius' In: Migne's Patrologia Graeca, vol. XXIII, col. 1171-1172.
Ainda sobre o Sábado, Eusébio acrescenta:"Por sorte não temos nada em comum com a multidão de detestáveis judeus, por que recebemos de nosso Salvador, uma dia de guarda diferente." - Life of Constantine, book III, chap. 18).

A verdade é uma só. Não há nenhum indício nas Escrituras Sagradas de que Cristo e seus seguidores tenham santificado o primeiro dia da semana em lugar do Sábado.
Lucas registrou em seu evangelho, mais precisamente no capítulo 4, uma visita de Jesus à Nazaré da Galiléia. - “E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de Sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler.” (Lucas 4: 16).
Esta passagem não deixa dúvidas quanto ao propósito de Jesus em manter a observância do Sábado, como era o costume, não apenas seu, mas também de todo o povo de Deus.
Caso Jesus tivesse a intenção de padronizar o primeiro dia da semana, como um dia de repouso absoluto, em substituição ao santo Sábado, jamais demonstraria tanta afeição e apreço pela guarda do sétimo dia. Lucas disse que estar na sinagoga nos Sábados era seu costume, ou seja, um prazer, para Jesus.

A criação do Sétimo Dia.
Dentre os sete dias da semana, o Sábado é o único dia que recebeu um nome propriamente seu. Do primeiro ao sexto dia, Deus criou o mundo e tudo o que nele existe, e ao sétimo dia descansou. Deus concluiu a criação do mundo no sexto dia. – “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto.” (Genesis 1: 31) - havendo o Criador terminado sua obra no dia sexto, não havia necessidade de acrescentar outro dia à semana. A obra da criação já estaria encerrada com o término do sexto dia. Mas não foi assim, faltava só um detalhe; um dia de repouso para o homem.
Já que tudo que quisera fazer estava feito, por que acrescentou Deus, o dia sétimo como parte complementar de sua obra criadora? A semana estaria incompleta, sem a adição do sétimo dia. Um pequeno detalhe, porém, importante, e que chama à nossa atenção, o capítulo 2 de Genesis, versículo 2 registra que Deus concluiu sua criação no dia sétimo. Vejamos: -“E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito”. Ora, se a obra da criação fora concluída, apenas no dia sétimo, no qual Deus descansou, o que foi então que criou Deus no sétimo dia? A expressão: (descansou no sétimo dia de toda a sua obra) dá testemunho de que a única coisa criada após o dia sexto foi o Descanso Sabático, e este, aplicado às últimas 24 horas da semana.

É notável o cuidado de Deus para com o homem que havia acabado de criar. Pelo menos dois pontos são fundamentais para ressaltar a ideia de proteção paternal do Altíssimo em relação à sua criação. Esses dois pontos, evidentemente, são: a criação da mulher, e a instituição do Sábado como dia de repouso. Cada item criado era submetido à apreciação do Criador e a afirmativa era uma só; “e viu Deus que era bom.” (Gênesis 1: 25) – Mas algo observou Deus que não era bom. “E disse o Senhor Deus: (Não é bom) que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.” (Gênesis 2: 18). Deus teve o cuidado de providenciar uma ajudadora para o homem, para evitar que este se tornasse um ser solitário e infeliz. Assim foi também com a criação do Sábado que foi criado para evitar que o homem se mantivesse definitivamente envolvido com suas tarefas materiais, e acabasse se afastando de seus objetivos, esquecendo-se, por completo, de suas obrigações para com o Criador.

Pelo menos um, desses dois detalhes, permanece inalterado até os dias de hoje. Nenhum homem que realmente ame sua esposa deseja trocá-la por outra, e se assim o fizer, estará incorrendo em pecado. Em outras palavras, quem faz isso é legalmente enquadrado em ato de adultério, e a pessoa pode até responder por isso perante as autoridades competentes. Em caso de violação do Sábado, é assim que Deus nos vê. Somos, da mesma forma, considerados como transgressores, não da lei dos homens, mas da Lei de Deus. O Criador não precisava de um dia de descanso para si mesmo. Evidentemente, Ele não se cansa nem se exaure, nem se deixa abater com qualquer trabalho, por mais exaustivo que seja. Isaías disse: - “Não sabes, não ouviste que o Eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se fatiga? É inescrutável o seu entendimento.” (Isaías 40: 28). Deus, na sua infinita sabedoria, sabia que, nós, simples mortais, necessitaríamos, e como, de um dia na semana para descansar e recobrar as nossas forças. – “O Sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do Sábado;” disse Jesus. (Marcos 2: 27). Sabendo disso, o Criador pensou no homem. Providenciou aos mortais um dia de descanso, e santificou-o, para que neste dia o homem pudesse dedicar-se exclusivamente aos serviços do Senhor.

Tudo quanto o Senhor tinha feito era sobremaneira bom. A terra, as plantas, os animais, os peixes, o homem, do qual se formariam as famílias. O Altíssimo que vê o futuro, certamente viu seus filhos reunidos em famílias para adorá-Lo, em espírito e em verdade, sobre toda a face da terra. Nada mais justo que a separação de um período especial para esta sublime causa, através da qual, o homem tem a oportunidade de aproximar-se do seu Criador, de quem fora feito à imagem e semelhança. Portanto, não foi por acaso que o Senhor criou o Sábado. Embora seja um dia de descanso de nossas rotinas normais e um momento para renovação, o Sábado é também um dia especial para estreitarmos nosso relacionamento com o Altíssimo. Não se deve pensar que este seja um dia qualquer, e por ser um dia de descanso, nele não se deve fazer nada.
Não foi com este objetivo que Deus criou o Sábado. Deus quis que este fosse um período durante o qual seu povo estivesse livre de todas as suas ocupações da vida secular e material, voltando o foco de suas atividades para as coisas espirituais, relacionadas aos ensinamentos divinos.
Deus disse: “Se desviares o teu pé do Sábado, de fazeres a tua vontade no meu santo dia, e chamares ao Sábado deleitoso, e o santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas próprias palavras, Então te deleitarás no Senhor, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca do Senhor o disse.” (Isaías 58: 13, 14).

Antes de sua ascensão ao céu, Jesus deixou uma palavra de conforto aos discípulos; dizendo: - “Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. João” (16: 13)
Esta profecia se cumpriu em seus discípulos, com a mais perfeita prova de que o Messias continuava lhes assistindo, e que não os havia deixado órfãos.
Após o dia de pentecostes, saíram com muito ânimo e perseverança na fé, cumprindo seus ministérios e ensinando tudo que Jesus os ordenara fazer, para construir para seu nome um povo especial, zeloso e de boas obras. Como está escrito: “O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.” (Tito 2: 14).
Os apóstolos nunca ensinaram que o primeiro dia (domingo) deveria ser considerado “dia santificado”. A exemplo de Jesus, os discípulos e os cristãos primitivos nunca observaram qualquer dia de descanso semanal, senão o Sábado bíblico, instituído e ordenado por Deus, ainda na semana criação do mundo. O Criador fez o Sábado para o homem, quer seja ele, judeu, gentio, ou de qualquer raça, nação ou cultura, porque para Ele não há acepção de pessoas.
O Sábado é um dia especial, pois, dentre os dias da semana, somente o sétimo recebeu um nome. Somente o sétimo dia foi incluído por Deus entre os Dez Mandamentos e escrito em tábua de pedra, no monte Sinai. Êxodo 20: 8-11. Portanto, não há prova maior que esta, de que o Criador tem, e sempre teve, um tratamento diferente em relação ao dia do Sábado, indubitavelmente, um marco da criação do Eterno.

Temos muito exemplos de que os discípulos seguiram guardando o Sábado, bem como os primitivos cristãos.
Uma profecia de Jesus deixa clara a continuidade da guarda do mandamento mesmo depois de sua morte. Disse-lhes Ele: “E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no Sábado; Mateus 24: 20”.
As atividades religiosas dos apóstolos continuaram normalmente no Sábado, como era antes. “E no Sábado seguinte ajuntou-se quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus.” (Atos 13: 44). – “E, saídos os judeus da sinagoga, os gentios rogaram que no Sábado seguinte lhes fossem ditas as mesmas coisas.” (Atos 13: 42). – “E eles, saindo de Perge, chegaram a Antioquia, da Pisídia, e, entrando na sinagoga, num dia de Sábado, assentaram-se;” (Atos 13: 14)
Não há registro bíblico de que a mudança do dia de guarda tenha sido efetuada por Jesus, ou por seus discípulos. Como se pode perceber através dos versículos acima, a Igreja continuou observando o Sábado sem nem uma alteração nem violação dos mandamentos de Deus. –“ E no dia de Sábado saímos fora das portas, para a beira do rio, onde se costumava fazer oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que ali se ajuntaram.” (Atos 16:13). De fato, a mudança ocorreu mesmo em 7 de março de 321 A. D. de acordo com o edito do imperador Constantino.

Os fariseus tinham repulsa pelo que Jesus fazia, mas sentiam que as pessoas o reconheciam como filho de Deus. Diante desta situação, hostilizavam-no, instando a multidão contra Ele. Jesus era inocente. Ninguém o poderia acusar de nada que o incriminasse perante as autoridades constituídas. Por esse motivo, como não conseguiam apanhá-lo em nenhuma transgressão, inventavam acusações mentirosas contra o filho de Deus, a fim de desmoralizá-Lo diante do povo e levá-Lo ao vitupério.
Não obstante, as acusações que faziam contra Jesus eram falsas, e improváveis, caso eles o levassem a julgamento diante de um tribunal legitimamente constituído, para muitos, tais acusações faziam efeito. Pessoas o viam como a um impostor, outros, como alguém que se colocava em lugar de Deus. O fato é que, muitas mentiras se pregavam a respeito da pessoa do Messias, até chegar ao absurdo de levá-Lo ao tribunal, onde fora julgado, injustamente, e com testemunhas falsas, o condenaram à morte.

Uma das principais mentiras que levantaram contra Jesus foi a acusação de que Ele e seus discípulos violavam o santo Sábado, e, consequentemente, transgrediam a Lei de Deus, simplesmente porque o Salvador tinha o costume de realizar curas neste dia.
O mais interessante, é que, ainda hoje, muitos continuam com essa idéia errada a respeito de Jesus. Os fariseus conseguiram o que queriam.
Mesmo sabendo que Cristo jamais violaria qualquer Mandamento da Lei de Deus, e o fato de Ele curar no Sábado, não faz d’Ele um transgressor, muitos sustentam a crença de que o Salvador realmente trabalhara no Sábado realizando tarefas que não eram permitidas fazer. Desta forma, as pessoas concordam com os fariseus. Ao dizer que Jesus, realmente, transgrediu a lei, fazem d’Ele um pecador, “pois a transgressão da lei é pecado”. Muitas Versões da Bíblia Sagrada definem claramente o que é pecado.
– “Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei.” (1 João 3: 4).
Além do mais, o próprio Cristo afirmou: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus.” (Mateus 5: 17-19).
Outra passagem afirma: “E estavam observando-o se curaria no Sábado, para o acusarem.” (Marcos 3: 2). “E, tomando a palavra o príncipe da sinagoga, indignado porque Jesus curava no Sábado, disse à multidão: Seis dias há em que é mister trabalhar; nestes, pois, vinde para serdes curados, e não no dia de Sábado.” (Lucas 13:14)
Os fariseus, descaradamente, se mostravam perseguidores do filho de Deus, porém, sem sucesso, porque tudo o que Jesus fazia era perfeitamente legal, e eles jamais conseguiriam acusá-Lo de atitudes pecaminosa, até por conta de uma profecia que já dantes anunciavam que o Messias seria morto sem cometer qualquer injustiça.” (Isaías 53: 9) – E em Mateus – “E não o achavam; apesar de se apresentarem muitas testemunhas falsas, não o achavam. Mas, por fim, chegaram duas testemunhas falsas,” (Mateus 26: 60).
Os fariseus saíram de cena, mas, infelizmente, muitos continuam vendo em Jesus um transgressor do Sábado. Estas acusações repercutiram tão mentirosamente que não foram aceitas pelo tribunal onde julgaram Jesus.

A Lei de Deus.
Os Dez Mandamentos da Lei de Deus foram escritos em tábuas de pedras, pelo dedo do próprio Deus. A Aliança Eterna de Deus com os homens está baseada nos Dez Mandamentos escritos nas duas tábuas. Deus disse a Moisés: - “Disse mais o Senhor a Moisés: Escreve estas palavras; porque conforme ao teor destas palavras tenho feito aliança contigo e com Israel.” (Êxodo 34: 27). Isaías se refere aos Dez Mandamentos como a Aliança Eterna.
Segundo o que Isaías escreveu, o mundo será julgado e condenado por transgredir as leis e violar Aliança Eterna (Dez Mandamentos) que Deus fez com os homens.
– “Na verdade a terra está contaminada por causa dos seus moradores; porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos, e quebram a aliança eterna.” (Isaías 24: 5).
Se os Dez Mandamentos são a base da Aliança Eterna, de Deus com os homens, e se os homens serão julgados por quebrar esta Aliança, conforme disse Isaías, significa que os Dez Mandamentos da Lei de Deus estão em vigor durante todo o tempo da história da humanidade. Por ser uma Aliança Eterna, ela jamais terá um prazo de validade e perdurará para todo o sempre. Tiago, um dos apóstolos de Cristo, fez menção dos mandamentos de Deus, equiparando-os, em partes iguais. _ “Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos.” (Tiago 2: 10).
A lei é um conjunto de ordenanças, às quais deve se aplicar valores iguais.
É uma peça, se quebrar perde a originalidade.
Assim como não se pode guardar água em um copo quebrado, ou não se pode aplicar um documento rasurado, também não se pode admitir fragmentos na Santa Lei do Eterno. Razão pela qual Tiago argumenta com muita propriedade: – Quem tropeçar em um mandamento torna-se culpado de todos. Os mandamentos são dez e o quarto mandamento refere ao Sábado. Ninguém pode se considerar obediente a Deus, sem cumprir na integra os mandamentos de Sua Lei.

Não podemos dizer que um motorista que dirige muito bem o seu carro, mas não conhece as leis de trânsito (alguém que é teoricamente leigo) esteja perfeitamente habilitado para assumir a condução de um veículo. De igual modo, alguém que conhece as leis de trânsito, mas não tem a prática da direção, não está apto a sair por aí no volante de uma condução.
Espiritualmente falando, as coisas não são diferentes. Se eu creio em Deus, devo demonstrar essa fé através de minhas obras. Alias, obras e fé são duas coisas inseparáveis. Eu creio que sou salvo através de minha fé em Jesus, independentemente de minhas obras. Uma vez salvo, minhas obras são os frutos desta salvação, pela misericórdia de Deus alcançada gratuitamente.
Como poderei dizer que sou um salvo, se minhas obras não falarem por si mesmas.
Tiago explica: “Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.” (Tiago 2: 18).
Em outro lugar: “Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu pois, não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei.” (Tiago 2: 11).
Tanto “não matar” quanto “não adulterar” ambos são mandamentos dentre os dez.
O Sábado também é parte integrante dos Dez Mandamentos. Violá-lo, seria o mesmo que quebrantar toda a Lei. – “Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu vos mando.” (Deuteronômio 4: 2).

Uma publicação chamada “The Ten Commandments” (Os Dez Mandamentos) publicada e distribuída pela “United Church Of God” (Igreja de Deus Unida) diz: “O Sábado é a chave para o nosso relacionamento com o Criador” Pg. 31.
Aqueles que verdadeiramente servem a Deus, não encontram dificuldades em santificar o Sábado. Eles não santificam o Sábado para ser salvos, santificam-no porque são salvos.
O home que realmente serve ao Senhor não vê Sua Lei como um fardo, e sim, um motivo de alegria e seu deleite está na obediência da Lei de Deus e na guarda de Seus mandamentos. (Salmos 1: 2).

A luz do corpo são os olhos

Estive observando uma folha de papel e a primeira impressão, em relação à sua cor, era de um tom excessivamente branco, como se não houvesse nada que superasse tal brancura.

Encontrei outro papel, e eis que surge a ideia de aproximar ambas as folhas, a fim de checar se aquele branco era mesmo insuperável.
Ora, o segundo excedia, e muito, a brancura do primeiro papel, cuja cor já não aparentava tão genuína, cedendo assim, o lugar de branquíssimo, para um claro espúrio, um tom meio azulado, em contraste com aquele.
Tal foi a minha surpresa, fiquei a me perguntar: - aonde foi a candura desta folha, que há pouco me parecia incontestável?

Nem sempre estamos preparados, o bastante, para controlar nossos próprios impulsos. Às vezes, nos valemos de exemplos, comportamentos alheios, certos ou errados, que presenciamos, para justificar nossas próprias escorregadelas, e acabamos, ainda que indiretamente, consentindo com os réprobos, nos quais não nos convém espelhar.
Por exemplo: corrupção é crime. Se alguém for surpreendido em alguma prática corrupta, certamente tentará se justificar, alegando que os políticos também são corrúptos e na maioria das vezes se beneficiam com a famigerada impunidade.

Como distinguiremos a moeda falsa, se não reconhecermos a verdadeira?
Este princípio parece fazer sentido. Como eu poderia afirmar que aquele papel era o mais branco, se não optasse pela análise comparativa entre uma e outra folha?
Doutro modo, como posso cobrar retidão de meus filhos, se eu mesmo não lhes servir de exemplo? Aproveitando a ideia dos dois papeis, eu sentencio minha própria consciência, a se medir por aqueles que realmente se delineam, moral e exemplarmente, não comungando com quem apregoa que a maldade é congênere do ser humano e por isso ninguém jamais será perfeito, e não pretende ser ele uma rara exceção.

Uma jovem que acabara de sofrer uma desilusão amorosa, aproximando-se de um sábio, lhe perguntou: - Senhor, desejo me casar, mas o que devo fazer para encontrar a pessoa certa?
Este é o tipo de pergunta que exige uma resposta de caráter isomorfo. Ou seja, antes de tudo, é necessário ser a pessoa certa, para buscar a pessoa certa. Óbvio, sem haver correlações sentimentais, nenhum relacionamento poderá ser bem sucedido.
O sábio lhe respondeu: - Para você encontrar o par ideal, é necessário o ser também. Em contrapartida, se você for a pessoa errada, estiver no lugar errado e na hora errada, só poderá encontrar a pessoa errada.
Pode ser que esta resposta não caia bem para grande parte das pessoas, mas é uma realidade. Quem quer ser amado, deve demonstrar amor.
As melhores reflexões são aquelas que fazemos partindo de nosso próprio interior.
Disse o mais sábio de todos os mestres: - Como poderás tirar o cisco do olho do teu irmão, sendo que tens uma trave no teu?
E acrescentou: - Tire primeiro a trave que está em teu olho, e então enxergará suficientemente para tirar o cisco do olho de teu irmão.

Não é tão fácil assim, mas só nos apercebemos das nossas imperfeições, quando passamos a considerar os outros superiores a nós mesmos.
Quando isto acontece, enriquecemos, pois, a nobreza do individuo consiste na percepção e aceitação de suas fragilidades.
Igualmente, o mais sábio de todos os mestres disse: - Aquele que se humilha será exaltado, e aquele se exalta será humilhado.

-Seja a pessoa certa, e a encontrarás também.
A luz do corpo são os olhos, se teus olhos forem bons, todo teu corpo será iluminado. Porém, se teus olhos forem trevas, todo teu corpo será tenebroso, se a luz que há em ti são trevas, quão grandes serão tais trevas? Palavras do mais sábio de todos os mestres.

Deixe que as flores desabrochem em seu coração a cada manhã, assim, sempre terás uma flor para oferecer à pessoa amada.

HRDESOUZA para http://www.idsd.com.br/

Dignidade

Dignidade

Uma grande parte das pessoas julgam que alguém só é digno ou só alcança a dignidade através do trabalhar. Compreendemos então, que o fato de alguém estar empregado ou de “se sustentar” com o um trabalho, levará a pessoa a ser digna. Sendo assim, o trabalho será um elemento na constituição da dignidade no ser humano.
Um elemento essencial na constituição da dignidade no ser humano é o seu caráter, é a maneira que gerencia seus pensamentos... É a sua ética. O caráter e a ética serão diferentes de acordo com cada cultura, povo e religião.
Voltaire dizia “Uma conduta irrepreensível consiste em manter cada um a sua dignidade, sem prejudicar a liberdade alheia.” Essa citação é coerente quando se fala a respeito de ética, de respeito. Pode se conceituar “ética,” como princípios de uma boa conduta do ser humano.
Ao compreender a citação e o conceito de ética, torna se bem claro o que se necessita para a constituição da dignidade nas pessoas. Uma pessoa se torna digna ou não, através dos seus atos... Do respeito que ela transmite as pessoas, da sua tolerância, da sua conduta com todos, ou seja, uma pessoa que inibi o preconceito e a discriminação, que não sobrepõe os seus direitos sobre o outro, que não viola a lei... a justiça, essa sim será uma pessoa digna.
Muitos julgam as pessoas em ser dignas ou não por seus bens matérias, por sua condição financeira, mas é incrível a capacidade dessas pessoas que julgam, afinal se um andarilho não tem o que comer e então se alimenta de lixo, ele será indigno por comer restos? Infelizmente não vivemos em uma sociedade em que as pessoas possuem os mesmos direitos, há muitos “miseráveis”, passando fome e então a sociedade julga, discrimina, afirmando que eles não possuem dignidade, mas como uma pessoa assim pode pensar em ética? Como podemos chegar à África ou em qualquer outro lugar que tenha um grande nível de pobreza e miséria, e dizer a eles que precisam ter mais ética... Não tem como, é incoerente.
A situação de cada tribo, povo, nação é diferente. Em cada lugar há os problemas agravantes, as carências e as necessidades, não podemos julgar num contexto geral e elaborar princípios e mais princípios do que é alguém digno. Por isso, primeiramente não podemos julgar as pessoas só por seus atos e sim pelo o que ela vive, pela sua situação, que falará mais alto no conceito de dignidade de cada um.
Jesus de Nazaré dizia “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.” (Mateus 22.39 b). Compreende se dessa citação bíblica que devemos ter consideração ao próximo como contigo, respeitar e amar. Afinal não desejará mal a ti e então não se deve desejar aquilo que não é bom para si próprio.
Conclui se que, para alcançar a dignidade deve-se ser uma pessoa de respeito e ética, sendo assim, será uma pessoa de “caráter”... Uma pessoa DIGNA.

Emille F.Correia

http://recantodasletras.uol.com.br/redacoes/2624707


Publicado no Recanto das Letras em 19/11/2010
Código do texto: T2624707

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O PRINCÍPIO

O PRINCÍPIO
No inicio eram os monemas e os sons livres ou fonemas vocálicos que vagavam pelo ar.
Não tinham forma. Então o gramático disse: ¬_ façam-se as representações gráficas dos fonemas e os chamaremos de letras. Assim foram feitas as letras.
E os antigos utilizaram-se de sinais gráficos e depois das letras.
Vamos ordená-las, disse o gramático. A essa ordenação chamaremos de alfabeto.
E aos sons livres do alfabeto chamaremos de vogais, e essas vogais dominarão as demais letras. Porque sem elas, nenhuma palavra poderá ser formada.
As vogais se juntarão às consoantes, que formarão as silabas e a união dessas formarão as palavras. E o gramático viu que isso era bom.
As palavras juntar-se-ão às outras palavras e formarão as frases e as orações.
Tudo isso para que haja uma melhor compreensão das coisas.
Disse o gramático: _Que as palavras se multipliquem e formem inúmeras famílias pelo mundo. Que elas também nasçam, vivam e morram, tenham novos sentidos, usos e formas e povoem toda a terra.
Fonte:
ITAIR - http://recantodasletras.uol.com.br/gramatica/2144244