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A luz do corpo são os olhos

Estive observando uma folha de papel e a primeira impressão, em relação à sua cor, era de um tom excessivamente branco, como se não houvesse nada que superasse tal brancura.

Encontrei outro papel, e eis que surge a ideia de aproximar ambas as folhas, a fim de checar se aquele branco era mesmo insuperável.
Ora, o segundo excedia, e muito, a brancura do primeiro papel, cuja cor já não aparentava tão genuína, cedendo assim, o lugar de branquíssimo, para um claro espúrio, um tom meio azulado, em contraste com aquele.
Tal foi a minha surpresa, fiquei a me perguntar: - aonde foi a candura desta folha, que há pouco me parecia incontestável?

Nem sempre estamos preparados, o bastante, para controlar nossos próprios impulsos. Às vezes, nos valemos de exemplos, comportamentos alheios, certos ou errados, que presenciamos, para justificar nossas próprias escorregadelas, e acabamos, ainda que indiretamente, consentindo com os réprobos, nos quais não nos convém espelhar.
Por exemplo: corrupção é crime. Se alguém for surpreendido em alguma prática corrupta, certamente tentará se justificar, alegando que os políticos também são corrúptos e na maioria das vezes se beneficiam com a famigerada impunidade.

Como distinguiremos a moeda falsa, se não reconhecermos a verdadeira?
Este princípio parece fazer sentido. Como eu poderia afirmar que aquele papel era o mais branco, se não optasse pela análise comparativa entre uma e outra folha?
Doutro modo, como posso cobrar retidão de meus filhos, se eu mesmo não lhes servir de exemplo? Aproveitando a ideia dos dois papeis, eu sentencio minha própria consciência, a se medir por aqueles que realmente se delineam, moral e exemplarmente, não comungando com quem apregoa que a maldade é congênere do ser humano e por isso ninguém jamais será perfeito, e não pretende ser ele uma rara exceção.

Uma jovem que acabara de sofrer uma desilusão amorosa, aproximando-se de um sábio, lhe perguntou: - Senhor, desejo me casar, mas o que devo fazer para encontrar a pessoa certa?
Este é o tipo de pergunta que exige uma resposta de caráter isomorfo. Ou seja, antes de tudo, é necessário ser a pessoa certa, para buscar a pessoa certa. Óbvio, sem haver correlações sentimentais, nenhum relacionamento poderá ser bem sucedido.
O sábio lhe respondeu: - Para você encontrar o par ideal, é necessário o ser também. Em contrapartida, se você for a pessoa errada, estiver no lugar errado e na hora errada, só poderá encontrar a pessoa errada.
Pode ser que esta resposta não caia bem para grande parte das pessoas, mas é uma realidade. Quem quer ser amado, deve demonstrar amor.
As melhores reflexões são aquelas que fazemos partindo de nosso próprio interior.
Disse o mais sábio de todos os mestres: - Como poderás tirar o cisco do olho do teu irmão, sendo que tens uma trave no teu?
E acrescentou: - Tire primeiro a trave que está em teu olho, e então enxergará suficientemente para tirar o cisco do olho de teu irmão.

Não é tão fácil assim, mas só nos apercebemos das nossas imperfeições, quando passamos a considerar os outros superiores a nós mesmos.
Quando isto acontece, enriquecemos, pois, a nobreza do individuo consiste na percepção e aceitação de suas fragilidades.
Igualmente, o mais sábio de todos os mestres disse: - Aquele que se humilha será exaltado, e aquele se exalta será humilhado.

-Seja a pessoa certa, e a encontrarás também.
A luz do corpo são os olhos, se teus olhos forem bons, todo teu corpo será iluminado. Porém, se teus olhos forem trevas, todo teu corpo será tenebroso, se a luz que há em ti são trevas, quão grandes serão tais trevas? Palavras do mais sábio de todos os mestres.

Deixe que as flores desabrochem em seu coração a cada manhã, assim, sempre terás uma flor para oferecer à pessoa amada.

HRDESOUZA para http://www.idsd.com.br/

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