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Sábado na Bíblia e a Ressurreição de Jesus

Desde muito pequenos sempre ouvimos de nossos pais que o domingo foi
instituído por Jesus como um dia de santificação em lugar do sábado bíblico.
Desta forma, crescemos alimentando uma crença de que Jesus é o grande responsável pela mudança na Lei dos Dez Mandamentos, e que o domingo é mesmo um dia santificado. Acontece que para nos aplicar tais ensinamentos, nossos pais nunca consultaram uma Bíblia e quando diziam isso, estavam apenas nos repassando o que também ouviram de outros, ou de seus pais quando crianças como nós.
Como é do conhecimento de quase todas as pessoas, a mudança na Lei de Deus foi impetrada pelo imperador Constantino. A Igreja Católica Romana adotou essa mudança e o domingo passou a ocupar o lugar do quarto mandamento do Decálogo.

Aqui está um exemplar fiel dos Dez Mandamentos da Lei de Deus segundo as Sagradas Escrituras: – “Então falou Deus todas estas palavras, dizendo:
Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.
– Não terás outros deuses diante de mim.
– Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos.
– Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.
– Lembra-te do dia do sábado, para santificá-lo. – (quarto Mandamento)
Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra.
Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou.
– Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR teu Deus te dá.
– Não matarás.
– Não adulterarás.
– Não furtarás.
– Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
– Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.
(Êxodo 20: 1-17)

Quanto à fórmula ensinada no Catecismo Católico, nela não aparece o segundo mandamento, (Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra...) e no lugar do quarto mandamento aparece a ordenança: (Guardar domingos e festas da Igreja) além disso, essa ordenança aparece no terceiro mandamento, isso acontece porque (segundo o Catecismo) o segundo mandamento foi tirado da Lei de Deus.
Sob alegação de que Jesus ressuscitou no domingo, a guarda desse dia é uma forma de comemoração à ressurreição do Senhor. Essa crença ganhou proporções alarmantes, baseada em uma interpretação errada de um texto do evangelho, o qual afirma que Jesus ressuscitou no sábado, e não no domingo.
Vamos ver o que disse o evangelista Lucas: “E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado, e algumas outras com elas. E acharam a pedra revolvida do sepulcro. E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus.” (Lucas 24: 1-3) – João também escreveu – “E no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro.” (João 20: 1)
Estas passagens não deixam dúvidas, Jesus ressuscitou mesmo no fim do Sábado, e não na manhã do primeiro dia da semana, conforme ensina o Catecismo Católico.
Ora, vamos então analisar o contexto: Segundo os evangelistas, as mulheres chegaram ao sepulcro no primeiro dia, muito de madrugada, mas não encontraram o corpo do Senhor Jesus porque Ele já havia ressuscitado.
Se na madrugada do primeiro dia a ressurreição já havia acontecido, está bem claro; o texto dos dois evangelistas, Lucas e João, estão perfeitamente em harmonia com o texto de Mateus 28: 1. Agora vejamos o que está escrito no Cap. 28: 1 do Evangelho de Mateus: “E, no fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro...” – “Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia.” (Mateus 28: 6).

Usando o modelo bíblico, para a observação do Sábado, como foi dito por Deus que o Sábado deve ser observado desde o pôr-do-sol do sexto dia (sexta-feira) até o pôr-do-sol do sétimo dia (Sábado). (Levítico 23: 32). Evidentemente, Jesus ressuscitou exatamente no fim do Sábado como foi escrito pelo evangelista Mateus. Diante dos textos acima citados, podemos afirmar com convicção e segurança plena, que Cristo de fato ressuscitou no fim do Sábado, e que a santificação do domingo não tem procedência bíblica. O melhor, não há justificativa para santificar o domingo em lugar do Sábado.

Que dizer, então, do capítulo 16 de Marcos? Esse texto é o único que, aparentemente, da a entender que Jesus ressuscitou no primeiro dia da semana. No entanto, não podemos esquecer que os escritos originais não trazem a pontuação como aparece na maioria das traduções da Bíblia. O modo como está a pontuação neste texto, coloca Marcos em contradição com os outros evangelistas, e um único texto seu não serviria para sustentar a ressurreição de Cristo no domingo, uma vez que para adotarmos este texto, nesta construção, teríamos que negar uma série de textos que dizem o contrário. Agora vamos entender o que realmente disse Marcos, mudando apenas uma vírgula na pontuação. "E Jesus tendo ressuscitado, na manhã do primeiro dia da semana apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios" (Mc 16.9). .

É claro que trata-se apenas de um exemplo, para uma melhor compreensão do assunto. Não se deve usar essa construção gramatical para qualquer outro fim, senão para elucidações dessa natureza.
O leitor deve observar que eu não me vali de nenhum artifício enganoso para justificar minha tese. Pelo contrário, foram usadas as mesmas palavras, as mesmas frases e as mesmas vírgulas, acrescentando apenas o aposto que da ênfase ao estado em que Jesus apareceu à Maria Madalena.

Prezado leitor; nesta parte do estudo, vimos como foram feitas mudanças importantes na Lei dos Dez Mandamentos, ou seja, na Lei de Deus.
Obs. Sugerimos o uso da Bíblia para acompanhamento dos textos.
– Busque também outros textos relacionados para complementar os estudos.

HRDESOUZA